O Monstro de Igarassu.


Uma tarde quente como todas as outras na pequena cidade de Igarassu, um  cortejo de homens e mulheres percorre as ruas da cidade a frente desse cortejo um ataúde leva o corpo de seu Glicélio antes um comerciante da cidade. Dois meses antes era setembro , mês da festa de Santos Cosme e Damião, padroeiros daquela cidade sonolenta. Seu Glicelio está segurando o pé direito da frente do andor, homem de fé inabalável fazia doações a matriz e todo ano há 30 anos ele era noitero dos padreiros. O pequeno comerciante era dono de venda daquelas onde havia de tudo , farinha, carne de charque, açucar, bolachas secas, feijão, peixe salgado e tudo que uma pequena comunidade precisa para comprar. Sua esposa pessoa muito séria e devota era muito igrejeira e rezava diariamente o terço ao pés de Santa Luzia. Porém seu Glicélio apesar de ser um homem bom tinha alguns desafetos, alguns deviam a ele e outros não gostavam porque ele era um homem cujo comércio crescia e fazia concorrência, dessa forma havia muitas pessoa que gostariam de se ver livre das dividas e da concorrência do comerciante. Uma  das figuras era seu Domingos, homem dono de terras que estava de olho numa herança deixada pelo pai de seu Glicelio, um lote de terras próximo ao engenho Monjope. Naquele mesmo tempo havia chegado uma novo chefe de policia seu nome Cabo Jorge nesse período a cadeia ficava onde hoje é o Casarão do Imperador. Seu domingos aquela que queria tomar as terras do seu Glicélio, pagou um sitiante para entrar na casa do sitio em Monjope e se apossar daquelas terras, seu Glicelio dono legitimo das terras foi até ao sitio afim de retirar o posseiro não conseguindo, voltou para casa e prestou queixa de invasão. Na noite do sábado alguém entrou no sitio e com vários tiros matou o posseiro, seu Glicélio foi acusado pelo crime e imediatamente preso pelo Cabo Jorge. Havia no fundos da cadeia uma sela que fora construída dentro do manguezal onde a água na maré cheia ia até a cintura do pobre coitado que ali fosse jogado. Após ser preso na cadeia o cabo Jorge o colocou em uma sela escura e cada meia hora alguém jogava uma balde de água salgada no rosto do preso afim de que ele confessase. A  esposa do seu Glicelio por diversas vezes foi até a delegacia para tentar soltá-lo porém mau conseguiu vê-lo e nem a comida que ela deixava para ser entregue para o marido era entregue. Como não conseguiu fazê-lo confessar passou a tortura propriamente dita, foram feitas as mais bárbaras forma que alguém poderia suportar, dias antes do ocorrido o seu Domingos havia ido até aquela delegacia e falado de suas intenções nas terras perto do Monjope, entregou um envelope ao Cabo Jorge e foi embora. Glicelio acorda assustado e se sentindo mau, acreditando ser um sonho ele logo torna a si estava numa cela escura e fétida o chão e nojento e escorregadio só uma fresta entra pela parede. De repente alguém abre a porta com um chute e lhe acerta a as costas com algo fino e muito duro que o deixou com as costas ardendo se seguiram chutes, tapas, xingamentos, empurrões ele é arrastado para fora da sela colocado no pau de arara, sem roupas, segue-se seções de choques nos testículos por horas que pareciam dias, meses, anos. Encerrada a seção, Glicélio foi  arrastado até a cela do manguezal, era maré cheia, a agua salgada do mangue lhe queimava a pele e ele não compreendia nada da daquilo. Dona Luzia, esposa de Glicelio, não podendo pagar as contas foi procurada por seus domingos para ajudar, este perguntou se ela não teria algo para vender ela disse que só dispunha das terra perto do engenho, ele ofereceu um preço que era menos da metade do que valia de verdade. Numa última tentativa dona Luzia Mulher jovem e bonita foi até delegacia implorar para que soltassem seu marido, para sua surpresa a Cabo Jorge a levou para sua sala e fez uma proposta, começo dizendo que ela era muito bonita e que só dependia dela o soltura do marido, a mesma desesperada cedeu as intenções do Cabo Jorge que foi tão nojento e depravado cometendo com a pobre a mulher todos atos de devasidão. No fim daquele mesmo dia Glicelio foi solto, ele já não raciocinava direito, tinha os olhos e a pele amarelado, era a doença do rato, o pobre homem não durou uma semana. Enquanto o cortejo passava em frente a delegacia Dona Luzia não soltou uma lágrima, apenas olhava o Cabo Jorge que fitava de volta com um sorriso no canto da boca. Naquela noite Luzia não dormira uma hora sequer somente conseguia enxergar o sorriso do Cabo Jorge em sua frente, ela somente conseguia ver sua boca que crescia cada vez mais em sua direção. Seu marido morto, sua honra destruída, sua moral e a do seu marido na lama , dividas cada vez maiores ela pensa em se matar, pensa em pedir ajuda a Igreja, nos irmãos, pensa em se tornar prostituta , mas a única coisa que vê é o sorriso do Cabo Jorge vindo em sua direção. Na manhã seguinte Luzia acorda tarde,vai visitar os filhos na casa de sua irmã, beija cada um deles, entrega os documentos da casa a irmã, toma banho se penteia, se perfuma e passa horas escovando seus longos cabelos negros , coloca batom e diz adeus a irmã como se não fosse mais voltar. Luzia sobe a longa ladeira da matriz lentamente e somente enxergar na sua frente o sorriso do Cabo Jorge, ela nem nota as pessoas passando por ela e comentando como está arrumada para alguém que perdeu o marido, para ela os comentários pouco importam. Chegando em frente a delegacia ela olha para o sobrado e sem se deter entra e nem se dirigi ao guarda na porta que a deixa entrar e logo corre até o outro guarda e comenta o quão atraente e safada era aquela mulher. Luzia entra na sala do Cabo que abre um enorme sorriso ao ver aquela mulher tão arrumada e perfumada diante diante dele, tendo certeza que havia feito a coisa certa quando lhe fez aquela proposta, Luzia nada dizia somente olhava para aquele homem que tanto lhe causara mau e lhe dava mais repulsa e náuseas que por pouco não vomita em sua frente. Ele chegou perto dela, ela podia sentir seu hálito sujo de dentes podres, podia ver os pêlos saindo do seu nariz, seu bigode amarelo de tanto fumar, aquele homem era pior do que a criatura mais imunda da face da terra.Ela com o rosto diante do dele colocou o mão em seu zíper, ele ofegou, ela começou a baixar cada vez mais, ele fechou os olhos triunfante e glorioso pois aquela mulher linda apesar de tudo reconhecia que ele superior e veio se entregar a ele. Ela estava alí com o órgão dele na mão enquanto o alisava ela pegou a pequena faca peixeira que havia escondido dentro da calcinha e com ela segurada forte no punho como nunca havia segurado tão forte algo na vida, ela cravou os dentes no pênis dele e puxou com toda força do seu corpo enquanto passava a velha faca enferrujada de tratar peixe que degolou pênis, bolas e bom pedaço da carne do abdômem, ele gritava feito louco e sangrava como um porco chunchado os guaradas subiram imediatamente, Luzia correu e se jogou da janela, ela caiu de cabeça na calçada e não resistiu. O cabo Jorge foi socorrido e sobreviveu um mês em agonia com uma infecção, alguns dizem que o médico ao saber de quem era tratou de sair da cidade para não atender, nem os raizeiros nem as rezadeiras quiseram tratar dele, e até garrafadas foram proibidas de serem levadas até ele, Cabo Jorge morreu infeccionado com vermes comendo seu ventre, seus gritos e o mau cheiro que exalava eram insuportáveis, sua cova foi feita na beira do caminho e sem nada que marcasse seu local, pois até o padre se recusou a enterrá-lo no campo santo e somente os garis da cidade compareceram ao seu sepultamento. Essa é apenas uma das muitas histórias desagradáveis que aconteceram no hoje conhecido como Casarão de Imperador, quando era a delegacia e era comandada pelo Cabo Jorge.

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