O Chora Menino


Março de 1730, uma pescadora se dirige ao manguezal para catar ostras e caranguejos, ela está grávida de 7 meses, de repente uma suor frio lhe escorre pela testa ela sente um frio pela espinha e sua vista escurece ela cai no chão desmaiada. Horas depois ela acorda e nota suas roupas sujas de sangue, perdera o menino que jazia morto entre suas pernas o córdão umbilical ainda saindo de seu corpo. A pescadora chorou copiosamente, pegou sua faca de abrir ostras cortou o cordão conseguiu expulsar a placenta, enterrou o menino na beira da estrada e seguiu para o mangue la se lavou e com lágrimas nos olhos catou suas ostras e voltou para casa ao passar na cova improvisada do filho natimorto ela parou e olhou demoradamente, sentiu-se muito por não poder batizá-lo, colocou lírios silvestres em cima da pequena cova rezou uma ave-maria e foi-se para casa. Lá chegando sua mãe idosa que não podia caminhar perguntou pela barriga , ela contou a triste história a velha disse que devia ir lá com um padre para batizar a criança mas ela se recusou. Meses depois um tropeiro comerciante de carne seca passou pelo local por volta das seis horas da noite e ouviu um barulho parecido com um miado de um gato, ele não deu atenção, mas aquela barulho não parava, tanto que resolveu olhar e quando ele olhou atrás de moita onde havia floridos dois lírios do campo, aquele barulho que ficava cada vez mas alto e parecia mais com um choro de criança. Assustado e com um frio subindo pela espinha ele saiu daquele lugar fazendo o sinal da cruz e balbuciando qualquer coisa parecida com um pai nosso, chegando na cidade de Igarassu entrou na matriz colocou algumas moedas na caixa das almas e foi se confessar ao padre pediu para ele rezar alguns padres nossos e sempre puder pedir por aquela alma sofredora pois tratava-se de uma criança que fora enterrada sem o primeiro sacramento do batismo. No dia seguinte o viajante estava na pousada em frente ao mercado de carne e lá contou para todos com ar de assustado sua experiência  assustadora que rapidamente se propagou pela cidade.  O local daquele evento ficou chamada como “CHORA MENINO”  e todos que passaram por alí em certa hora  ouviam o choro de uma criança e sempre apressavam o passo. Certo dia já em 1930 um jovem seminarista  passou naquele local e também escutou aquele choro teve muito medo e apressou o passo, sua avó era uma  senhora muito velha e sabia da história daquele lugar, ela contou a história para o neto e disse que alí estava enterrado um anjo e ele somente pararia de chorar quando batizado e que para isso só era necessário que uma pessoa batizada usasse benta e se não tiver usar água do mar. Até hoje quem passa naquele lugar escuta o choro de uma criança , há quem diga que velha senhora foi lá naquele lugar o batizou e libertou aquele criança que tinha sua alma aprisionada naquele lugar. Há quem diga que aquela alma ainda aguarda que alguém faça seu batismo.

1 comentário

Gostou deste post, então da um like e comenta. Vlw :)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s