40 mil crianças e adolescentes desaparecem anualmente.


IMPORTANTE INFORMAÇÃO PARA OS ESCOTEIROSE TODA SOCIEDADE!

A cada hora, o Brasil registra oito desaparecimentos de pessoas. De 2007 a 2016, foram 693.076 boletins de ocorrência por desaparecimentos. Os dados, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em estudo feito a pedido do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, mostram uma realidade triste e ignorada pela população e pelos órgãos públicos.

Em 2016, o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid), dos ministérios públicos de São Paulo e Rio de Janeiro, fez uma pesquisa inédita na qual constatou que, a cada dez pessoas desaparecidas no Estado de São Paulo nos últimos três anos, quatro são crianças ou adolescentes. Ao todo, são 4.012 menores de 18 anos que não voltaram para casa neste período e que em sua maioria são moradores de regiões pobres da Grande São Paulo. O Plid é o principal banco de dados do país sobre desparecidos. Segundo a ONG Mães da Sé, em todo o Brasil, 40 mil crianças e adolescentes desaparecem anualmente.

O sofrimento das mães parece não atingir os órgãos da polícia: muitas mães que tentaram fazer boletim de ocorrência sobre o desaparecimento de seus filhos já foram erroneamente orientadas a esperar por 24 ou até 48 horas para fazer o boletim. Para fazer uma comparação, nos Estados Unidos as primeiras 48 horas são consideradas fundamentais para encontrar a criança; depois desse período, as chances de a criança nunca ser encontrada sobem para 70%.

Com tantas crianças desaparecidas e o descaso da polícia, em 2005 foi criada a lei 11.259, que determina a investigação imediata em caso de desaparecimento de crianças e adolescentes. Praticamente uma lei para cumprir a lei. A lei foi criada graças aos esforços de mães de desaparecidos como Ivanise Esperidião da Silva, uma das fundadoras da Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas (ABCD), mais conhecida como Mães da Sé.

Sua filha Fabiana desapareceu em 1995, com apenas 13 anos, a poucos metros de casa. Ivanise conta que, quando foi dar queixa sobre o desaparecimento da filha, o delegado a mandou voltar outro dia dizendo que a filha dela deveria estar com algum “namoradinho”, ignorando o sofrimento da mãe. O movimento Mães da Sé já localizou mais de 4 mil crianças, mas a filha de Ivanise até hoje não foi encontrada.

De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos da Secretaria da Presidência da República, com base nos dados recebidos do disque 100 – serviço que recebe denúncias de violações de direitos humanos de todo Brasil –, o número de denúncias de tráfico de crianças e adolescentes no Brasil aumentou 86% entre 2012 e 2013.

As crianças e adolescentes desparecidos no Brasil podem ser vítimas de adoção ilegal, exploração sexual infantil e trabalho escravo doméstico, em campos, minas e plantações. Venda de órgãos também faz parte da lista de prováveis destinos das crianças desaparecidas.

A divulgação de fotos das crianças é muito importante para a descoberta de seus destinos. Entre no site da ONG Mães da Sé e verifique as fotos das crianças desaparecidas.

Se você reconheceu alguma criança no site ou tem informações, ligue para o 190 ou para as Mães da Sé: (11) 3337- 3331.

Fonte: http://observatorio3setor.org.br/noticias/onde-elas-estao-40-mil-criancas-desaparecem-por-ano-no-brasil/

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