Missa em homenagem a Luiz Gonzaga o Escoteiro que se tornou Rei do Baião.


LUIZ GONZAGA

O Escoteiro que se tornou Rei do Baião

30 anos de saudades

Luiz Gonzaga do Nascimento:

Nascido em Exu, 13 de dezembro de 1912

Título: Rei do Baião

Pai: Januário José dos Santos do Nascimento.

Mãe: Ana Batista de Jesus Gonzaga do Nascimento,

“Luiz Gonzaga, jovem pobre, negro, flagelado da seca, nascido numa das regiões mais pobres do mundo, tendo o coronelismo, o clima, a pobreza, a ignorância, o analfabetismo como inimigos diários e constantes, impedido por estes algozes de viver o grande amor da sua vida, alguém que tinha tudo para dar errado mas que contrariou todas as expectativas, tornou-se diante de todos os infortúnios o Rei do Baião, um líder nato que causava admiração e inveja de muitos, que alçava multidões, é então que o jovem Luiz encontra duas pessoas que irão mudar para sempre de maneira positiva o rumo de sua história; o Chefe Escoteiro Aprígio e o Escoteiro Gilberto Ayres, filho do Coronel Ayres. Pernambucano do Século, elevou a autoestima do Nordestino sobretudo do povo Pernambucano é também o Escoteiro mais ilustre do Brasil, hoje receberá o raro título de “Escoteiro Honorário Perpétuo” (honraria somente concedida a duas pessoas em 100 anos de existência da APE, são eles; Luiz Gonzaga e o Desembargador Rodolfo Aureliano) e a Associação Pernambucana de Escoteirismo, fundada em 21 de julho de 1917, se orgulha de fazer parte dessa linda e inspiradora história e presta essa homenagem pelo fato de ser ele um exemplo de superação, inteligência, empreendedorismo, honestidade e perseverança, uma pessoa engajada para melhorar as condições de sua terra, pois ele fez cobranças contundentes aos políticos da época para que ajudassem o Nordeste, denunciou a compra de votos, o compadrio, a indústria da seca, a corrupção por meio de suas músicas e cantou sobretudo as belezas e riquezas do seu Nordeste, lutou pela sustentabilidade com músicas como Xote Ecológico e tantas outras, é exatamente esse compromisso que a APE espera que um Escoteiro de suas fileiras assuma, a construção de seu projeto de vida sempre focado em um mundo melhor!”

Chefe Gilmar Gonçalves.

LUIZ GONZAGA E OS ESCOTEIROS:

Aos 15 anos Gonzaga ainda era analfabeto, porém sempre dizia há um amigo Gilberto Ayres, seu maior desejo era aprender a ler e escrever, o Escoteiro Gilberto que era membro do Grupo Escoteiro Chefiado pelo Chefe Aprígio que tinha fundado um grupo de Escoteiros ligado a Associação Pernambucana de Escoteiros e lá além das técnicas escoteiristas, também alfabetizava os meninos sob seu comando, ou seja foi no grupo de Escoteiro que Luiz Gonzaga aprendeu a ler e escrever, foi também nessas aulas que ele conheceu Nazarena conhecida como “Nazinha” e por causa desse namoro ele teve que fugir do Exu.

GONZAGA E O EMPREENDEDORISMO JUVENIL:

Os Escoteiros Luiz Gonzaga e Gilberto Ayres, um de 15 e outro de 17 anos, ambos sem dinheiro para bancar os estudos, formaram uma dupla e começaram a organizar festas particulares, Gilberto organizava, fechava o valor, recolhia o dinheiro e Gonzaga tocava animava assim os dois foram morar em uma república na cidade, porém durou pouco, Gonzaga queria muito continuar os estudos mais a família precisava dele na roça e a distância entre Exu onde ficava o grupo de Escoteiros e Caiçara, onde morava sua família era muito longe e cansativa a ida e volta, logo ele começa a namorar com Nazinha é ameaçado pelo pai dela, porque ele pobre não condições de assumir compromisso com uma moça de família, leva uma surra da mãe e do pai, foge e acaba se alistando no exército durante a revolução de 1930 servindo em muitas cidades como corneteiro (que toca corneta), logo abandona as forças armadas, pois não gostava da vida militar e se orgulhava de dizer que nunca tinha dado um tiro, se estabelece no Rio de Janeiro, sobrevive tocando acordeon ( sanfona), até que o forró VIRE E MEXE o deixa famoso nas rádios da época e daí não parou mais sua fama.

“Eu gostava daquele movimento. Tinha as reuniões de escoteiro, a gente ia acampar sentir a natureza. A gente saía às dez horas da manhã. O instrutor ia na frente, deixando uns sinais, e os monitores iam seguindo com os escoteiros. Até que encontrava o instrutor, aí armava as tendas e dormia nos matos. A comida, a gente levava já pronta: galinha, farinha, pão, rapadura… aquilo era divertido. ”

Relembrou o Rei do Baião em julho de 1987 numa entrevista a biógrafa Dominique Dreyfus.

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