30 anos de Saudades do Escoteiro Rei do Baião!


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O mês de agosto é um período que a partir deste dia 02 de agosto DE 2019, entrou para a história do Escoteirismo Mundial, pois dia 01 de agosto foi o dia que BP iniciou o acampamento laboratório de Brownsea Island é também o mês da passagem de Luiz Gonzaga, no dia 02 de agosto.  Os Escoteiros de Igarassu e a Associação Pernambucana de Escoteiros concederam o título de “ESCOTEIRO HONORÁRIO PERPÉTUO”, essa homenagem tem um significado muito importante para todo Movimento Escoteiro do Brasil mas sobretudo de Pernambuco, pois Luiz Gonzaga é ícone de nossa terra, um legítimo representante das terras sertanejas, alguém que não se curva diante das desafios da vida, Joquinha Gonzaga, sobrinho e herdeiro cultural de Luiz Gonzaga brindou a celebração com sua presença e sua habilidade com o arcodeão, em sua fala exaltou o lado fraterno de seu tio, sempre disposto a ajuda e sempre feliz com um sorriso no rosto. Falou ainda das tristezas de sua infância da pobreza, da seca e se emocionou ao lembrar de como seu tio sempre estava por perto nas horas de necessidade que o sucesso não o afastou da família e não o fez esquecer de suas raízes. Falou ainda que pouco sabia sobre a vida de Escoteiro de Gonzagão mas estava impressionado como seu tio era querido por pessoas e movimentos que eles ainda não conhecia, agradeceu emocionado e foi ovacionado pois não conteve um choro ao receber o Certificado em nome de seu tio.  O Grupo Escoteiro Narciso Félix de Araújo, um dos mais antigos do Brasil em funcionamento por meio de sua direção está sempre se atualizando e buscando a valorização daquelas pessoas que são importantes para causa, tem uma direção composta 100% por jovens/adultos que foram Escoteiros que estudaram, se dedicaram e hoje são exemplos a seguir, homens e mulheres que buscam ser sempre melhores em suas profissões e são muitas vezes esteios de suas famílias, muito parecido com o exemplo de Gonzaga que não tendo opção, não se entregou ao comodismo. Parabéns a direção da APE:

Anna Rosa Gonçalves da Silva

Antônio Jorge R. Paes Barretto

Jemeson Ferreira da Silva

Mariana Bezerra de Lima

Ulisses Tavares dos Santos

Diviol Lira

Vinícius Guedes Cândido

GRATIDÃO AOS DIRIGENTES INCANSÁVEIS E SEMPRE PRESENTES NAS ATIVIDADES DA APE DOS GRUPOS:

Eduardo Campos da cidade de Barreiros – PE

Dirigentes: Renato Cesar e sua esposa Mônica Amorim

Cisne Branco da cidade Olinda – PE

Dirigente: Zélia Ribeiro de Lima

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Agradecimento especial aos apoiadores e incentivadores incansáveis pelo fortalecimento do Escoteirismo:

Genilse Maria Candido Gonçalves

Paulo de Souza Bezerra

Fabiana Bezerra de Lima

Gilmar Gonçalves da Silva

Vice-Prefeita Elcione Ramos

Prefeito Mario Ricardo Santos de Lima

Secretária Municipal de Educação Andreika Asseker

Secretário Municipal de Educação de Turismo Vladimir Calado

Secretário Executivo de Capacitação Profissional Jonas Santos Reis

Padre Josivam

Padre Jair

Padre Messias

Lucivaldo Gomes de Souza

José Aparecido

Gratidão aos grupos Escoteiros:

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Pleito de gratidão aos Forrozeiros presentes:

Mestre Rinaldo Oliveira
Mestre Severino dos 8 baixos e seu conjunto
Dudu do acordeon
Diviol Sanfoneiro
Rafinha do acordeon
Arlindo Moita
Márcia Ferraz
Bruno Flor de Lótus
Galego do Baião
Ricardo Nunes
Joanna Francyne
Natalício Salles

A Exposição:

JOSÉ APARECIDO – Fã e Colecionador

As peças exposta na mostra são de propriedade desta aficionado colecionar  e mais do que isso admirador de Luiz Gonzaga, José Aparecido, esse rapaz não mediu esforços para disponibilizar suas peças mais valiosas para nossa homenagem. Aparecido, como é conhecido, é dos mais importantes guardiões das memórias do Rei do Baião que se mantêm viva graças ao zelo e dedicação desses colecionadores e fãs. José Aparecido, nascido em Belo Jardim, sertão de Pernambuco, hoje reside em Jaboatão dos Guararapes, em sua residência reservou uma sala para organizar seu vasto acervo. São mais de15 anos juntando materiais diversos, inclusive peças raras e exclusivas sobre a obra do Rei do Baião. O Espaço Cultural Luiz Gonzaga de Ouro, será inaugurado em breve e aberto à visitação pública.

REFLEXÃO SOBRE O CONTEXTO DE GONZAGA E O MOVIMENTO ESCOTEIRO

Luiz Gonzaga, jovem pobre, negro, flagelado da seca, nascido numa das regiões mais pobres do mundo, tendo o coronelismo, o clima, a pobreza, a ignorância, o analfabetismo como inimigos diários e constantes, impedido por estes algozes de viver o grande amor da sua vida, alguém que tinha tudo para dar errado mas que contrariou todas as expectativas, tornou-se diante de todos os infortúnios o Rei do Baião, um líder nato que causava admiração e inveja de muitos, que alçava multidões, é então que o jovem Luiz encontra duas pessoas que irão mudar para sempre de maneira positiva o rumo de sua história; o Chefe Escoteiro Aprígio e  o Escoteiro Gilberto Ayres, filho do Coronel Ayres. Pernambucano do Século, elevou a autoestima do Nordestino sobretudo do povo Pernambucano é também o Escoteiro mais ilustre do Brasil, hoje receberá o raro título de “Escoteiro Honorário Perpétuo” (honraria somente concedida a duas pessoas em 100 anos de existência da APE, são eles; Luiz Gonzaga e o Desembargador Rodolfo Aureliano) e a Associação Pernambucana de Escoteirismo, fundada em 21 de julho de 1917, se orgulha de fazer parte dessa linda e inspiradora história e  presta essa homenagem pelo fato de ser ele um exemplo de superação, inteligência, empreendedorismo, honestidade e perseverança, uma pessoa engajada para melhorar as condições de sua terra, pois ele fez cobranças contundentes aos políticos da época para que ajudassem o Nordeste, denunciou a compra de votos, o compadrio, a indústria da seca, a corrupção por meio de suas músicas e cantou sobretudo as belezas e riquezas do seu Nordeste, lutou pela sustentabilidade com músicas como Xote Ecológico e tantas outras, é exatamente esse compromisso que a APE espera que um Escoteiro de suas fileiras assuma, a construção de seu projeto de vida sempre focado em um mundo melhor! Aos 15 anos Gonzaga ainda era analfabeto, porém sempre dizia há um amigo Gilberto Ayres, seu maior desejo era aprender a ler e escrever, o Escoteiro Gilberto que era membro do Grupo Escoteiro Chefiado pelo Chefe Aprígio que tinha fundado um grupo de Escoteiros ligado a Associação Pernambucana de Escoteiros e lá além das técnicas escoteiristas, também alfabetizava os meninos sob seu comando, ou seja foi no grupo de Escoteiro que Luiz Gonzaga aprendeu a ler e escrever, foi também nessas aulas que ele conheceu Nazarena conhecida como “Nazinha” e por causa desse namoro ele teve que fugir do Exu

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“A Associação Pernambucana de Escoteiros fundada em 1917, através do Grupo de Escoteiros de Igarassu prestou uma grande homenagem ao Rei do Baião. Luiz Gonzaga do Nascimento foi homenageado com o título de Escoteiro Honorário Perpétuo, título conferido anteriormente apenas ao desembargador Rodolfo Aureliano. Uma missa foi celebrada com a participação de população de Igarassu, artistas e Escoteiros de todo estado. Joquinha Gonzaga, sanfoneiro e sobrinho de Luiz Gonzaga participou da solenidade. Emocionado, contou causos que vivenciou junto ao tio, e recebeu o certificado, sendo ele um dos representantes, e seguidor do legado artístico da família Gonzaga. Após a missa, foi aberta a exposição “De Escoteiro a Rei do Baião” idealizada pelo jornalista e músico Diviol Lira com o apoio e acervo de José Aparecido, fã e colecionador de Gonzagão. Os visitantes puderam conhecer a vida e obra de Luiz Gonzaga. Para a surpresa e comoção de todos, o mestre Severino dos 8 baixos mostrou ao público o som autêntico do pé-de-bode, instrumento que Gonzagão aprendeu ainda criança com seu pai, o mestre Januário. Infelizmente, o fole de 8 baixos está cada vez mais ausente da cena cultural no Nordeste, inclusive dos festejos que se intitulam “tradicionais”. Agradeço gentilmente aos que fizeram parte desse expressivo momento; A Associação Pernambucana de Escoteiros/Escoteiros de Igarassu Ao sr. Pe. Josivan Bezerra pelo incentivo e apoio ao nos receber no Convento e Seminário Propedêutico Imaculada Conceição de Santo Antônio. A sra. vice-prefeita Eucione Ramos, Ao amigo colecionador José Aparecido, A Joquinha Gonzaga, sobrinho de Gonzagão e neto de Januário! Aos amigos, colegas de fole, artistas que desde o primeiro momento se dispuseram e engrandeceram este evento com suas participações. Minha reverência ao mestre Severino dos 8 baixos, pela dedicação, admirável resistência na arte da sanfona de 8 baixos. Ao mestre Rinaldo Oliveira, pelo compromisso social e cultural de ensinar as novas gerações a arte da sanfona de 120 baixos. Aos amigos Genilse e Gilmar Gonçalves, Paulo Souza pelo incansável empenho e crença na transformação (para melhor) da sociedade através da cultura e educação. A todos, muito brigado!”

São as palavras de Diviol Lira: Escoteiro, Sanfoneiro, Jornalista, Gonzaguiano e dos organizadores da homenagem

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GONZAGA E O EMPREENDEDORISMO JUVENIL:

Os Escoteiros Luiz Gonzaga e Gilberto Ayres, um de 15 e outro de 17 anos, ambos sem dinheiro para bancar os estudos, formaram uma dupla e começaram a organizar festas particulares, Gilberto organizava, fechava o valor, recolhia o dinheiro e Gonzaga tocava animava assim os dois foram morar em uma república na cidade, porém durou pouco, Gonzaga queria muito continuar os estudos mais a família precisava dele na roça e a distância entre Exu onde ficava o grupo de Escoteiros e Caiçara, onde morava sua família era muito longe e cansativa a ida e volta, logo ele começa a namorar com Nazinha é ameaçado pelo pai dela, porque ele pobre não condições de assumir compromisso com uma moça de família, leva uma surra da mãe e do pai, foge e acaba se alistando no exército durante a revolução de 1930 servindo em muitas cidades como corneteiro (que toca corneta), logo abandona as forças armadas, pois não gostava da vida militar e se orgulhava de dizer que nunca tinha dado um tiro, se estabelece no Rio de Janeiro, sobrevive tocando acordeon ( sanfona), até que o forró VIRE E MEXE o deixa famoso nas rádios da época e daí não parou mais sua fama.

“Eu gostava daquele movimento. Tinha as reuniões de escoteiro, a gente ia acampar sentir a natureza. A gente saía às dez horas da manhã. O instrutor ia na frente, deixando uns sinais, e os monitores iam seguindo com os escoteiros. Até que encontrava o instrutor, aí armava as tendas e dormia nos matos. A comida, a gente levava já pronta: galinha, farinha, pão, rapadura… aquilo era divertido. ”

Relembrou o Rei do Baião em julho de 1987 numa entrevista a biógrafa Dominique Dreyfus.

Foto: Henrique Genecy

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